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sábado, 15 de maio de 2010

TRE publica acórdãos e Urquiza e Tonquinho podem assumir na AL na segunda

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) publicou ontem, no Diário de Justiça Eletrônico, os acórdãos com as cassações dos deputados estaduais Carlos Batinga e Guilherme Almeida, ambos do PSC, por ferirem o princípio da fidelidade partidária. Os deputados foram cassados no dia 3 de maio por trocarem o PSB pelo PSC.

Após a publicação dos acórdãos, o TRE irá, na segunda-feira, notificar a Assembleia Legislativa da Paraíba determinando a posse imediata dos suplentes do PSB, Alexandre Urquiza e Tonquinho Figueiredo. Os dois suplentes que devem assumir os mandatos irão reforçar a bancada de oposição ao governador José Maranhão (PMDB).

O advogado do PSB, Ricardo Sérvulo, afirmou que como a decisão do TRE teve caráter imediato, os suplentes esperam que a Assembleia Legislativa da Paraíba seja notificada para que a partir da segunda-feira, dia 17, possam tomar posse nos respectivos mandatos.

Ele afirmou que, segundo a resolução do TSE, as decisões publicadas no Diário Eletrônico só têm validade no último dia após a disponibilização.

O acórdão n.º 101/2010 declara a cassação do deputado estadual Carlos Batinga por infidelidade partidária e a posse dos suplentes pela ordem legal de suplência. Já o acórdão de n.º 99/2010 traz a perda de mandato do deputado Guilherme Almeida.

O suplente Alexandre Urquiza disse que está na expectativa de assumir junto com Tonquinho na próxima segunda-feira para que finalmente o PSB faça jus aos mandatos que, pelo entendimento do TSE, pertencem aos partidos e não ao mandatário.

Encontrão em Sousa: oposições pedem fiscalização do TRE temendo armação



"Desde o evento em Campina Grande que desconfiamos da armação do Governo"

O coordenador da pré-campanha do PSB ao Governo do Estado, o jornalista Nonato Bandeira, disse que os partidos que promovem o III Encontro das Oposições, neste sábado (15), na cidade de Sousa, estão entrando, na tarde desta sexta-feira (14), com um pedido de fiscalização do evento, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O objetivo, segundo Bandeira, é mostrar que todas as regras eleitorais serão obedecidas, ao mesmo tempo em que foram informados de que o Governo do Estado estaria infiltrando pessoas de seu staff para plantar provas que possam incriminar os líderes oposicionistas.

"Desde o evento em Campina Grande que desconfiamos da armação do Governo, que desde que Ricardo anunciou sua disposição de concorrer ao Governo vem apelando pra baixaria política, com mentiras, fatos plantados, calúnias e todo tipo de molecagem para tentar desestabilizar nossa caminhada e, neste caso específico, tentar jogar a justiça eleitoral contra as oposições paraibanas", afirmou o jornalista.

Argumentando que o encontro das forças oposicionistas nada mais é que uma reunião em ambiente fechado de militantes e partidos, em plena democracia, Nonato Bandeira disse que vários eventos deste porte serão realizados no Estado. "Isso para desespero dos poderosos do Palácio que não querem impedir o livre exercício democrático, pois só conseguem juntar gente usando a força da máquina pública, assim mesmo, coagindo lideranças políticas que dependem das verbas públicas para obter recursos aos seus municípios", declarou.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mulheres instalam Comitê Multipartidário em Campina Grande


Com as dependências da Câmara Municipal de Campina Grande lotadas, foi instalado hoje à tarde o Comitê Multipartidário de Mulheres - O Olhar Feminino na Política - na cidade Rainha da Borborema.

Participaram do evento bastante prestigiado dentre outras Daniella Ribeiro (PP), Ivonete Ludgério (PSB), Rossana Honorato (PSB), Vaulene Rodrigues (PPS), Sandra Marrocos (PSB), Raissa Lacerda (DEM), Maria da Luz Silva (PRP), Maristela Viana de Oliveira (PV); a ex-presidente do Poder Legislativo, Maria Lopes Barbosa, representando o ex-governador Cássio Cunha Lima; a ex-prefeita Cozete Barbosa; a prefeita de Pilar, Virgínia Veloso Borges; a vice-presidenta da UCES (União Campinense das Equipes Sociais), Maria do Socorro Silva, representando o presidente João Batista, dentre outras lideranças sociais, comunitárias, culturais, políticas, inclusive, o vereador Olímpio Oliveira; o presidente regional do Partido Progressista Enivaldo Ribeiro.

Os palestrantes afirmaram que as mulheres são maioria no eleitorado, mas têm que ocupar os espaços, participando do processo político e defendendo as causas femininas.

De acordo com a comissão organizadora, a mobilização feminina busca estimular a participação qualificada das mulheres nos Partidos Políticos, atendendo a uma expectativa social cada vez mais exigente de equidade de gênero, contribuindo para a realização de campanhas balizadas pelo princípio democrático do equilíbrio da igualdade de oportunidades e direitos.

No Comitê são discutidos temas como a atuação do Conselho da Mulher; a divulgação e implementação da Lei Maria da Penha, a organização de agenda conjunta do movimento de mulheres, entre outras atividades. Estão sendo realizadas reuniões e eventos nas Câmaras de Vereadores e na Assembleia Legislativa, sempre com o apoio das bancadas femininas.

Pretende-se acompanhar e desencadear as atividades definidas no Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres dos Partidos Políticos, organização também suprapartidária, criada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), da Presidência da República, onde o Comitê está representado. O Comitê Nacional Multipartidário das Mulheres existe desde 2002 com os objetivos de defender os interesses das mulheres no processo de discussão sobre a Reforma do Sistema Político-Eleitoral brasileiro, capacitar mulheres à participação qualificada nos Partidos Políticos e contribuir para campanhas eleitorais bem-sucedidas.

Na Câmara dos Deputados a representação de mulheres é de apenas 9%, enquanto que, na Argentina essa representação chega a 40%. O Brasil nesse campo só perde para a Colômbia e para a Namíbia. A participação política das mulheres no Brasil vem se ampliando desde a conquista do direito ao voto em 1933, na eleição para a Assembléia Nacional Constituinte, quando pela primeira vez a mulher brasileira votou e foi votada.

Publicado no Parlamentopb.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ricardo afirma que empréstimos do Governo podem comprometer o Estado


O presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, declarou que está preocupado com a dívida que será deixada para o próximo governador da Paraíba, diante dos seis empréstimos, que juntos significam débito de mais de R$ 800 milhões, contraídos pela atual administração estadual em apenas 15 meses.
O socialista disse que esta deve ser uma preocupação não apenas dele, mas sim, de toda a Paraíba, já que é uma ação que pode comprometer seriamente as finanças do Estado nos próximos anos, ultrapassando os índices estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Para ele, a Assembleia Legislativa está correta em pautar essa discussão, algo que também deveria ser manifestado por outros órgãos e entidades da sociedade civil. “Acho que a Assembleia está certíssima em pautar esse debate e tentar não permitir que ninguém, nem o atual governante, nem qualquer outra pessoa que seja, busque inviabilizar o Estado para outra década”, comentou.

Ricardo lembrou que em janeiro de 2003, o Estado tinha cerca de 16% de sua receita comprometida com o pagamento de dívida pública. Em fevereiro de 2009, mês da saída do ex-governador Cássio Cunha Lima, esse percentual caiu para 6%. “Foi garantida assim, capacidade de pagamento e permitindo que houvesse capacidade de investimento maior”, assinalou.

Segundo o socialista, o atual Governo teria a obrigação de se pronunciar diante a sociedade e mostrar que conseguiu reduzir essa dívida e não elevá-la. “Uma coisa é realizar a solicitação de um, dois empréstimos, outra é contrair seis, em apenas um ano e três meses. Isto não tem justificativa”, declarou.

Nove partidos já confirmaram presença no Encontrão de Sousa


O III Encontro das Oposições vai contar com a participação de nove partidos políticos: PSB, PSDB, PTN, DEM, PPS, PP, PPC, PRP e PV. O Encontro será realizado no município sertanejo de Sousa, no Sousa Ideal Clube, a partir das 14h30. Os pré candidatos ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), e ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), e o senador Efraim Morais (DEM) já confirmaram as suas presenças no encontro regional.

Além destas legendas, o evento contará ainda com a participação de militantes e lideranças do PTB, PDT, PT, PR e demais partidos do Estado, que também já garantiram que estarão presentes no evento.

“Vamos construir mais um encontro de sucessso, com a participação espontânea de militantes e de todo o povo da Paraíba que está cansado do retrocesso e clama por mudanças em nosso Estado”, declarou o presidente estadual do PSB, Ricardo Coutinho.
Ricardo lembrou que no Encontro de Sousa, ele vai apresentar a proposta dos fóruns temáticos, que irão ajudar na construção do futuro Plano de Governo dos partidos que fazem oposição a atual administração estadual. “O primeiro fórum vai acontecer na cidade de Patos, no dia 21 deste mês, e terá a Segurança Pública como tema. Queremos ouvir a população sobre o problema e construirmos juntos soluções”, afirmou.

O pré-candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB) também declarou que a partir de agora, com a decisão de Cícero Lucena de retirar sua canddiatura, os encontros regionais terão como foco principal manter as discussões em torno da formatação do programa de governo do pré-candidato a governador, Ricardo Coutinho (PSB), principalmente com a apresentação, pelos partidos aliados, das suas propostas de implantação de políticas públicas.

O senador Efraim Morais, que é pré-candidato a reeleição e presidente estadual do DEM, acredita que o encontro de Sousa vai consolidar a atuação das oposições na Paraíba, mostrando que os partidos estão unidos em torno de um objetivo comum, que é “trilhar novos caminhos para o desenvolvimento do Estado”.

O anfitrião da terceira edição do Encontro das Oposições é prefeito Fábio Tyrone (PTB), que já declarou apoio aos pré-candidatos da oposição para o pleito de outubro. O I Encontro aconteceu em João Pessoa, no dia 1º de março e o II foi realizado na cidade de Campina Grande, em 17 de abril.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Novo líder da oposição acusa governador de endividar Estado em R$ 2 milhões por dia e diz que Maranhão III já tem a cara de pendura


O novo líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa (PSB), revelou em seu primeiro discurso, realizado na tarde desta terça-feira, na tribuna do plenário da Casa de Epitácio Pessoa, que o Executivo pode se preparar em relação ao novo pedido de empréstimo.

A prova disso é que logo após todo o apelo do deputado estadual governista Dr. Verissinho (PMDB) para que os parlamentares aprovem, brevemente, o novo pedido de empréstimo de R$ 287 milhões do Governo do Estado que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Ricardo Barbosa deu uma ‘amostra grátis’ do que serão os embates na Casa em torno desse assunto.

“Esse Governo do Estado tem a cara de pendura, pois vem sempre realizando um empréstimo atrás do outro sem se preocupar com a capacidade de endividamento da nossa Paraíba, que é um estado pobre”, disparou Ricardo Barbosa.

O novo líder da oposição disse inclusive que “se juntarmos todos os empréstimos já feitos nesse Governo Maranhão III e dividirmos pelos dias de mandato de José Maranhão daria uma média de quase R$ 2 milhões de empréstimo por dia”.
“Eu quero saber por que, faltando menos de um ano para o fim do seu mandato, o governador José Maranhão pede mais um empréstimo? O grave é que ele vem, cada vez mais, endividando o Estado”, ressaltou.

O socialista acrescentou que, com mais esse pedido, o Executivo atinge, em média, quase R$ 2 milhões de empréstimos por dia. “É muito empréstimo em pouco tempo para pouca obra”, alertou.

Ricardo Barbosa avisou que, se depender dele, a matéria não será aprovada a toque de caixa, sem que aconteça uma discussão prévia, tanto nas comissões como no plenário da Casa. Ele informou que agora como líder, vai se debruçar em cima da matéria e não vai deixar "dúvidas sobre dúvidas".

Romário concorre a deputado federal pelo PSB


Romário concorre a deputado federal pelo PSB e diz ter Eduardo Campos como exemplo político

Em tempos de escalação para a Copa do Mundo e votação do Ficha Limpa, Romário não comenta a convocação da seleção, mas se diz a favor do projeto de lei que impede candidaturas de condenados pela Justiça. “Quem tem este tipo de problema não pode assumir responsabilidades”, disse à coluna o ex-jogador. Romário é pré-candidato a deputado federal pelo PSB, de Ciro Gomes.


Plataforma política?
Quero criar centros de tratamento infantil para portadores de Síndrome de Down. No Rio, 85% dos pais de crianças com necessidades especiais não têm condições de dar assistência adequada aos filhos. A minha menina é muito desenvolvida porque faz natação, fisioterapia, fonoaudiologia. Mas isso custa mais de R$ 7 mil por mês.

Futebol? Pretendo arrumar uma forma legal de mudar a Lei Pelé. Hoje, os clubes formam jogadores e aos 15 anos eles vão embora. Deveriam ficar no Brasil pelo menos até os 19 e criar identidade com o clube. Outro problema são os ex-jogadores que estão desamparados e ociosos. Eles precisam de política voltada às suas necessidades.

Quem o convenceu a se candidatar para essas eleições? Eu mesmo. Mas tive empurrão de várias pessoas, inclusive do Eurico Miranda. Ele me pediu, quando eu jogava pelo Vasco, que me filiasse ao PP. Depois, o Alexandre Cardoso do PSB me chamou. E também fui convidado pelo PC do B e pelo PT.

Você é socialista? Sempre fui socialista. O socialismo prega igualdade de condição e já batalhei pelos meus companheiros. Cheguei a brigar com dirigentes para que meus amigos recebessem salário em dia.

O Brasil vai conseguir cumprir os prazos da Copa?
A situação preocupa. O anúncio de que a Copa seria aqui já fez três anos. Houve tempo suficiente para o início das obras. A Fifa diz que o Mundial pode mudar para Londres. Não podemos duvidar da Fifa.

Exemplo de político? O Eduardo Campos. Mas o exemplo maior é o Lula. Um cara que veio do nada e está tendo a capacidade de governar e de mudar a história do Brasil.

Romário na política é diferente de Romário no futebol?
Não. As pessoas devem entender que Romário é Romário. A índole é a mesma.

Com quem você sobe e não sobe no palanque? Eu subo com Lula e não subiria com José Roberto Arruda. Mas, infelizmente, já subi.

O que você tem de diferente de tudo que está aí? Personalidade forte. E tenho muita atitude.

O que o qualifica para ocupar um cargo público?
Sou autêntico e as pessoas podem acreditar no que eu disser. Segundo, sou predestinado. Foi assim no futebol e será assim na política.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Oposições confirmam III Encontro em Sousa, no próximo sábado


A cidade de Sousa, situada no Sertão paraibano, receberá neste sábado, 15, o III Encontro das Oposições, que será realizado no Sousa Ideal Clube a partir das 14h30.
O evento promete repetir a repercussão dos anteriores, realizados em João Pessoa e em Campina Grande, nos dias 1º de março e 17 de abril, respectivamente, quando milhares de militantes da oposição paraibana compareceram.

O anfitrião da terceira edição do Encontro das Oposições é prefeito Fábio Tyrone (PTB), que já declarou apoio aos pré-candidatos da oposição para o pleito de outubro.

A exemplo dos encontros anteriores, as lideranças políticas que fazem oposição a atual administração estadual estão confirmando as suas presenças no próximo sábado.

domingo, 9 de maio de 2010

Eleições 2010 e Modelos de Gestão: dependência ou autonomia?

Gustavo Tavares da Silva

Os projetos em disputa nas eleições de 2010 são mais importantes para a vida dos cidadãos e futuras gerações do que as análises de conjuntura conseguem revelar. De um lado, José Serra e a possibilidade de reedição do modelo social-liberal da era FHC; de outro, a manutenção do projeto nacional-popular com Dilma Rousseff.
O período de FHC foi marcado pela superação do Estado burocrático-autoritário em nível nacional, que se esgotou decorrente da crise do modelo de desenvolvimento por substituição de importações. O Estado perdera a capacidade de implementar políticas públicas.

A alternativa neoliberal de FHC privatizou e reformou o Estado, seguindo a rota traçada pela corrente neoconservadora da chamada 3ª via que se transformou na governança progressista, de acordo com o consenso de Washington. O modelo implantado no Brasil quis substituir o patrimonialismo e a tecnocracia pelo gerencialismo, para colocar o país no rumo do desenvolvimento dependente associado. O eixo central da era FHC foi a organização do Estado para dotá-lo de responsabilidade fiscal e racionalidade econômica, mesmo que em detrimento do social e da participação popular.

Quando Lula assumiu o poder, ele manteve a política macro-econômica e o gerencialismo introduzido pelo seu antecessor, mas mudou o rumo do modelo de desenvolvimento no sentido da autonomia. Para tanto, Lula aumentou os investimentos em ciência e tecnologia, diversificou as parcerias econômicas, ampliou consideravelmente o mercado consumidor interno, através de políticas distributivas, e dotou o Estado de capacidade de implementação de políticas públicas, através de um amplo programa de investimentos de infra-estrutura. O eixo central da era Lula é o social com desenvolvimento nacional.

Quando houve a crise de 2008, o modelo autônomo do governo Lula demonstrou ter sustentabilidade. O Brasil foi o último país a ser afetado e o primeiro a sair da crise. Hoje, o maior parceiro comercial do país é a China.
No plano estadual, o Governo Maranhão ainda representa aquele velho Estado burocrático-autoritário, patrimonialista e auto-referenciado dos anos 1980. O governo estadual ainda não alcançou o estágio ‘gerencialista’ da era FHC, e está longe do Estado social da era Lula.

O Governo Cássio bem que ameaçou ‘modernizar’ a máquina administrativa, inclusive com a ajuda da Cláudia Costin, que foi ministra de FHC, mas, ele se limitou a fazer uma mini-reforma gerencial apenas no setor de arrecadação. O resultado foi um aumento considerável da receita.

Já o governo Maranhão III não trás nada de novo; é um modelo dependente do governo central, e adota velhas práticas do Estado autoritário patrimonialista. O Estado é autofágico, existe quase que exclusivamente para sustentar os empregos políticos que dão sustentação ao governador, e o resultado é a perda de capacidade de implementar políticas públicas, que é a verdadeira razão da existência do Estado.

Enquanto o Estado está em crise na Paraíba, o debate no cenário político gira em torno da composição de chapas para as eleições, e a mídia propaga de forma autoritária e invasiva uma realidade que não existe. Um Estado que gasta mais de 100 milhões do que arrecada em um único mês, não tem noção de responsabilidade fiscal; convidar um ministro para inaugurar 45 casas que foram construídas pelo governo federal demonstra total incapacidade; e enquanto milhões são gastos com propaganda, o Estado alega não ter recursos para reajustar os salários dos servidores públicos. Este quadro é de um Estado em colapso.

O governo estadual é dependente do governo federal, e alimenta a dependência dos municípios. A autonomia não faz parte do vocabulário político dos gestores estaduais, sobretudo de um governo que detém 46% da massa salarial dos trabalhadores no estado. Este tipo de política oligárquica, com 20 anos de atraso em relação ao Estado nacional não tem sequer um projeto de desenvolvimento associado com o governo central; trata-se de uma proposta de desenvolvimento dependente.

Enquanto isso, hoje existe na Paraíba uma oportunidade histórica real de deixar para trás as velhas práticas e políticas patrimonialistas. Historicamente, Ricardo Coutinho sempre esteve vinculado ao projeto nacional-popular, e pôde promover um modelo de gestão democrático-popular na cidade de João Pessoa. Ricardo avançou no gerencialismo para melhorar a eficiência e a efetividade das políticas, mas, além disso, ele incorporou o elemento social através da participação no orçamento democrático. A palavra de ordem foi autonomia com relação ao governo estadual, e parceria com relação ao governo federal.

Mas a maior autonomia é a da sociedade ativa que participa, reivindica e fiscaliza as políticas públicas, e que se beneficia do Empreender-JP. Ricardo aumentou a capacidade de investimento do município de 4% para 18%, o que representa quase o dobro da média nacional. A sua proposta de 40 anos em 04 parece ser muito audaciosa, mas, o objetivo é superar o modelo burocrático-autoritário do Estado da Paraíba, para além do Estado gerencialista, e implantar um Estado democrático-popular autônomo. Para isso, Ricardo está propondo trilhar os caminhos que perseguiu quando foi prefeito, fazendo investimentos em infra-estrutura, mas também em ciência e tecnologia, para possibilitar um desenvolvimento sustentável com geração de emprego e renda.

A capital do Estado cresceu nos últimos anos no mesmo ritmo da China, em torno de 9%. O que Ricardo está dizendo é que isso é possível também no Estado, e quem viu o que ele fez em João Pessoa pode ter razões para acreditar que é possível.
A aliança de Maranhão com o PT não assegura um novo modelo de gestão democrática para a Paraíba. Muito pelo contrário, o PT será um coadjuvante, o que se aproxima mais das velhas práticas de aparelhamento do Estado em troca de apoio das lideranças recompensadas por cargos e comissões. Maranhão não tem um projeto de desenvolvimento para o Estado, o que ele tem é um projeto de poder pessoal, dependente do governo central, mas ‘poderoso’ no plano estadual. Ou seja, Maranhão representa, no máximo, um projeto de desenvolvimento associado para manter velhas práticas locais.

Portanto, ao decidir em quem votar no próximo pleito, é preciso ter consciência da relação da escolha pessoal com a responsabilidade social. Enquanto os interesses individuais daqueles que dependem do Estado forem mais fortes, continuaremos a contribuir para a manutenção de um sistema perverso de dependência, e de atraso.

Gustavo Tavares da Silva
Possui graduação em História pela Universidade Federal da Paraíba (1986), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (1990), doutorado em Ciência Política pela Universidade de Picardie Jules Verne, em Amiens, França (1996), e pós-doutorado na Universidade de Paris 2, Panthéon-Assas, França (2007). Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba - I tem publicações com ênfase na democracia participativa, e está vinculado ao PPGH e ao PPGSS da UFPB.

sábado, 8 de maio de 2010

Ricardo Coutinho vai a Massaranduba e defende novo ciclo econômico para Paraíba


O presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, disse que a Paraíba precisa iniciar um novo ciclo de desenvolvimento, com a ativação da economia de “baixo para cima”, através do fortalecimento dos pequenos empreedimentos e da agricultura familiar. Ricardo falou sobre o assunto na noite desta sexta-feira (7), durante entrevista que concedeu a imprensa, durante visita ao município de Massaranduba.
Ricardo foi prestigirar, ao lado do prefeito Paulo Oliveira (PHS) e dos pré-candidatos ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB) e do senador Efraim Morais (DEM), o “Forró Mais”, evento organizado pela prefeitura, em parceria com o Ministério do Turismo.
O socialista afirmou que a Paraíba vive um momento de transição, que passa pelo encerramento de um ciclo e o início de um outro momento político-econômico. “A Paraíba precisa alcançar o caminho que os outros Estados nordestinos, como o Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, já vêm trilhando. Precisamos de novo modelo de gestão, que passa pela mudança de mentalidade na forma de executar políticas públicas”, comentou.
Segundo ele, o novo ciclo econômico que precisa ser criado no Estado passa, prioritariamente, pela implantação de politicas que tenham a geração de emprego e renda como foco determinante. “Isso só será possível quando nós estimularmos o aumento da produção dos pequenos agricultores e dos pequenos empreendedores. Eles são responsáveis por mover a roda do emprego e da economia nas cidades de pequeno e médio porte”, sentenciou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

“Favela de Responsa” debate propostas de Ricardo para a Paraíba


O presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, participou de um debate com representantes da Central Única das Favelas (Cufa-PB), na noite desta quarta-feira(5), inaugurando o projeto 'Favela de Responsa'.
Ricardo foi o primeiro dos pré-candidatos ao Governo da Paraíba a participar da gravação de um vídeo organizado pela entidade, contendo as propostas daqueles que pretendem disputar o cargo no dia 03 de outubro.

A gravação aconteceu na Associação dos Moradores do Funcionários IV, em João Pessoa, e contou com participação de dirigentes da entidade das cidades de Campina Grande, Cabedelo e Santa Rita, além da própria Capital.
Ricardo respondeu às perguntas dos integrantes da Cufa sobre moradia, segurança pública, saúde, geração e emprego e renda, dentre outros temas. Um dos pontos defendendidos pelo pré-candidato, foi a mudança de postura adotada pelos governantes no tocante a habitação popular.

"A habitação não pode ficar apenas no campo da construção de casas. É preciso criar condições para que as pessoas se sintam bem onde moram, dotando o lugar de infraestrutura, de escolas, de creches, de área de lazer, de posto de saúde. Enfim, é preciso garantir habitabilidade para as pessoas, que em resumo significa que os moradores precisam se sentir bem onde vivem e ter suas necessidades básicas atendidas", ressaltou.

O socialista apresentou como exemplo a criação do residencial Gervásio Maia, construído no período que foi prefeito da cidade de João Pessoa. Em parceria com o Governo Federal, o município construiu 5 mil casas para moradores que viviam em áreas de risco da cidade. O conjunto recebeu saneamento básico, drenagem, pavimentação de suas principais ruas, além de uma escola, um posto de saúde, uma creche e uma praça pública, com anfiteatro, playground, quadra de esporte, pista de caminhada e, mais recentemente, aparelhos para musculação.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ricardo Coutinho defende criação de Escolas Técnicas Estaduais

O presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, defendeu a criação de Escolas Técnicas Estaduais por regionais de ensino, que poderão ser implantadas, inclusive, em cada uma das sete cidades que possuam campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). O socialista falou sobre o assunto durante entrevista concedida nesta quarta-feira (5), ao jornalista Marconi Ferreira, no programa Rede Verdade, da TV Arapuan.
“Penso que é preciso espalhar Escolas Técnicas Estaduais pela Paraíba. Sabemos que a UEPB é autônoma, mas proponho um diálogo com a instituição para que, onde exista um Campus da UEPB, adotarmos um modelo seguido pelo IFPB (antigo Cefet), que dispõe de ensino técnico e superior”, argumentou.
Ricardo Coutinho disse que é preciso investir na qualificação técnica dos jovens. “É preciso que o ensino profissionalizante chegue para jovens de todo o Estado. Esse é um passo adiante que a Paraíba precisa dar. Precisamos qualificar nossos profissionais. Atualmente, a Paraíba parou na área educacional”, comentou.
A Universidade Estadual da Paraíba possui Campus nas cidades de Campina Grande, Lagoa Seca, Guarabira, João Pessoa, Catolé do Rocha, Patos e Monteiro. Além destes municípios, Ricardo defendeu que as Escolas Técnicas sejam levadas também para outros municípios, a exemplo de Cajazeiras e Santa Rita.
Ricardo falou sobre a importância da administração estadual ser pautada por um projeto político, pois, para ele, caso contrário, as ações não têm a resolução esperada. “Obras isoladas não adiantam. As obras devem ser produto de um projeto e a Paraíba hoje não tem nenhum projeto político, então às obras ficam soltas”, afirmou.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Em encontro com sindicalistas, Ricardo Coutinho defende diálogo entre sindicatos e poder público com autonomia


O presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Governo do Estado, Ricardo Coutinho, e o pré-candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), participaram de um debate com representantes de entidades sindicais, na noite desta terça-feira (4). Ricardo Coutinho defendeu a autonomia das entidades e o diálogo permanente com o poder público, para a implantação de ações conjuntas que tragam benefícios aos trabalhadores.

O socialista lembrou que é a partir do diálogo com os sindicatos e com as entidades representativas de classe, que a administração pública pode garantir políticas que possibilitem melhoria de vida aos trabalhadores.

Ele citou como exemplo, a criação de conjuntos habitacionais, ou mesmo a reserva de casas dentro desses conjuntos, para categorias profissionais, como aconteceu no Gervásio Maia, em João Pessoa, com os ambulantes; ou mesmo a liberação de linhas de créditos especiais, a exemplo do ‘Cinturão Verde’, dentro do Empreender-JP, também na Capital.

“Os trabalhadores têm que ser vistos como parceiros da administração e não como adversários, como deixou transparecer, recentemente, o atual governador do Estado, que atribuiu os problemas de gestão da Cagepa, aos servidores que lá atuam. Isso é lamentável, mas é o que podemos esperar de um governo que tem como moeda reinante o apoio político, incompatível com os nossos dias”, afirmou.

Respeito – O pré-candidato ao Senado e ex-goverador, Cássio Cunha Lima, disse que a Paraíba está prestes a viver um momento importante na busca por uma sociedade mais democrática. “Será possível virar a página da perseguição, da intolerância, da tentativa de imposição de um pensamento único e do desrespeito ao contraditório”, comentou.

Cássio criticou a gestão que não consegue lidar com as críticas e com a oposição e lembrou que na época em que foi governador manteve o diálogo com os sindicalistas e até com gestores que estavam em partidos que faziam oposição ao seu governo, a exemplo do próprio Ricardo Coutinho. “É este pensamento de respeito mútuo que nos possibilita respeitarmos as diferenças e estarmos hoje do mesmo lado”, frisou.

Promovido pelo Partido Socialista Brasileiro através do diretório municipal de João Pessoa, o encontro com os representantes de entidades sindicais aconteceu no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba -Asplan-PB, e reuniu representantes de 83 entidades sindicais e classistas da Paraíba.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Confirmado: publicitário Duda Mendonça fará a campanha da oposição na Paraíba



José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, mais conhecido como Duda Mendonça, é um dos mais importantes publicitários brasileiros


O publicitário Duda Mendonça será o marqueteiro da campanha majoritária do PSB ao Governo da Paraíba, além das candidaturas ao Senado do PSDB e do DEM. A confirmação foi feita hoje por um membro da direção nacional da legenda socialista, como parte da estratégia do partido em priorizar a Paraíba para ampliar seu raio de influência na região Nordeste, onde já governa os estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
O dirigente socialista não confirmou os valores da contratação, mas adiantou que o partido deve se responsabilizar pela aquisição do famoso marqueteiro.
José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, mais conhecido como Duda Mendonça, é um dos mais importantes publicitários brasileiros. Tornou-se notório no cenário nacional por comandar campanhas políticas vitoriosas em diversas eleições.
Seu trabalho nas eleições presidenciais de 2002, quando da eleição de Luís Inácio Lula da Silva foi alvo de muitos elogios entre os profissionais da área. Também foi o responsável pela campanha de reeleição da ex-prefeita Marta Suplicy em 2004 e pelas campanhas de Ciro Gomes e de Cid Gomes no Ceará, respectivamente a deputado federal e a governador, em 2006.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Renovação na AL da PB: Guilherme Almeida e Batinga perdem mandato por infidelidade

Mais dois deputados perderam o mandato por infidelidade partidária nesta segunda-feira (3). Guilherme Almeida e Carlos Batinga foram julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral e não conseguiram convencer a corte de que seu antigo partido, o PSB, teria mudado de postura ideológica.

No caso de Guilherme, votaram pela cassação o relator do processo Carlos Antônio Sarmento, Manoel Soares Monteiro, João Ricardo Coelho e Newton Vita. Foram contra a cassação os juízes Carlos Neves da Franca Neto e de Alexandre de Luna Freire, deixando o placar em 4 a 2.

Já no caso de Batinga, que seguiu a mesma linha de discussão, inclusive com o mesmo juiz relator, Carlos Sarmento, não tinha como ter resultado diferente. O relator, que votou pela cassação foi seguido pelos desembargadores Manoel Monteiro e Genésio Gomes Pereira Filho. Contra ficaram, novamente, Carlos Neves e Alexandre de Luna Freire. Os demais se abstiveram.

Com votação de 4 a 2 contra Guilherme e 3 a 2 contra Batinga, a Assembleia Legislativa deve ter dois novos deputados em breve: Alexandre Urquiza e Tonquinho Figueiredo.

Segundo o advogado do PSB, Ricardo Sérvulo, uma vez que os cargos foram considerados vagos, os suplentes Alexandre Urquiza e Tonquinho Figueiredo devem assumir as vagas na Assembléia Legislativa.

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